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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cicloturismo - Balneário Cassino à Barra do Chui - Roteiro (Parte I)

Olá visitantes, bem vindos;

Vou contar-lhes sobre minha viagem feita a bordo de bicicletas durante o Carnaval de 2013, iniciando o percurso na estátua de Iemanja, na Praia do Cassino, até os molhes da Barra do Chui, exclusivamente pela praia, acompanhado de minha namorada (Keith) e amigos - todos de bike!

Essa postagem vai ficar divida em 3 partes; Roteiro, Planejamento e Viagem. Para que, assim, cada parte não seja longa de mais para ser lida e, possa ser mais específica do que um grande texto, falando de tudo.
(clique aqui para ir ao "Planejamento" - parte 2)
(clique aqui para ir a "Viagem" - parte 3)

"Roteiro" - parte I:

A cidade em que moro atualmente (Rio Grande, desde 2007) tem, entre outras opções, um passeio "turístico" pela praia que me chama muita a atenção e que sempre me deixou com vontade de faze-lo. Essa praia, chamada de Praia do Cassino, já foi orgulhosamente conhecida pelos visitantes e moradores locais por ser a maior praia do mundo, em extensão contínua de areia, com um comprimento de 250km.
Mas, a verdade é que, com o advento do Google Earth e a ferramente de régua deste software, foi possível verificar que desde os molhes da Barra de Rio Grande, passando pela Praia do Cassino e Praia do Hermenegildo e chegando até a Barra do Chui, existem apenas cerca de 220km de extensão contínua de areia.. e isso, somado a outras medições de outras praias gigantes, colocou-a na 10ª posição no quesito maior praia (em extensão contínua de areia) do planeta... Mas ainda assim ela ainda é a maior do Brasil e possui outras características interessantes para quem gosta de apreciar a natureza.

O Roteiro para o Cicloturísmo

Ainda sobre a história desta praia, nos ermos tempos gaúchos, esse trecho de areia era a única ligação "firme" entre a fronteira com o Uruguai e a mais antiga cidade do Rio Grande do Sul, já que a área de terras que separa estas cidades, entre a Lagoa Mirim e o mar, é uma região cheia de charcos e, entre outros, jacarés.. Existiu até um hotel à beira da praia, no meio do caminho, para os viajantes deste percurso mas que hoje se encontra abandonado.
Assim, e até os dias de hoje, existe uma cultura de utilizar a praia como "estrada" e é possível trafegar facilmente com veículos (carros, 4x4 e caminhões) por esta rota "praial", desde que as condições climáticas sejam favoráveis, claro.



Logo, o cenário do roteiro turístico será este: Percorrer os longos 220km de extensão de areia entre o Balneário Cassino e a Barra do Chui. Mas, percorrer como? Percorrer de carro seria muito fácil e, ao mesmo tempo, arriscado, pois nenhum seguro de carro cobre danos quando seu proprietário o submete ao risco. E esses danos, neste local, são encalhar o carro em um lugar deserto e/ou ter ele "lavado" pelo mar, durante uma maré cheia ou um vento Sul - aproveitando o gancho, aqui o vento Sul (frio e forte) empurra a maré para cima da praia, restando apenas as dunas e o vento Nordeste faz o seu contrário - prefira ir com vento NE. Percorrer a cavalo seria "normal" mas chato, já que o esforço todo fica a cargo do grande bichano e, além de ter que possuir um animal destes, não tem como traze-lo de volta em um ônibus.. teria que ir e voltar sobre seu lombo. A pé é possível . Abaixo consta um relato contando sobre essa experiência.. mas, usar os pés exige alto treinamento e infra estrutura já que existem apenas 2 pontos de apoio (leia-se socorro) durante a viagem; a vila da Praia do Hermenegildo a 180km e o farol de Albardão, a 125km (ambos) da Iemanja do Balneário Cassino.
Então decidimos usar Bicicletas para este perrengue (cicloturismo como alguns diriam). As bicicletas são perfeitas para este percurso. Elas possuem uma velocidade satisfatória para que a viagem não seja nem rápida de mais nem enfadonha de mais. Elas podem carregar alguns quilinhos de tralha. Elas cobram da gente o esforço, e elas podem ser desmontadas e colocadas no ônibus de volta. Bicicletas são o futuro, literalmente. E, como somos em três, utilizamos (nossas) 3 bicicletas do tipo mountain-bike simples.

Parti então para duas frentes de pesquisa; saber sobre quem, neste mundo, teria já feito esse mesmo roteiro e buscar idéias de como transformar as bikes simples em um modelo "estradeiro", sem gastar muito.
Fiquei surpreso com a facilidade em relatos desta viagem. Temos relatos de casal fazendo a viagem no inverno (uff..), família comum (pai, mãe e filho), em solo e em grupos. Abaixo estão alguns links:

Colhido ainda dos links acima, é possível ver que o roteiro é fazível e que existem seis referências durante o percurso; Navio afundado Altair (15km), Farol desativado Sarita (55km), Farolete desativado Vergas (100km), Farol Albardão (125km), Hotel Abandonado (175km) e Praia do Hermenegildo (195km). Estas referências, além de serem pontos de controle do percurso podem servir de abrigo. A seguir tem um arquivo do Google Earth, com os pontos salvos, para download: Google Earth - Arquivo kmz - Pontos de referência

Navio Altair
Farol Sarita
Farolete Vergas
Farol Albardão
Hotel abandonado
Praia do Hermenegildo
Barra do Chui

Destes relatos ainda é possível ver que as maiores dificuldades observadas são;
A área conhecida como Concheiros, localizado entre o Farol Albardão e o Hotel abandonado, por se tratar de um ponto em que a grande quantidade de conchas deixam a areia muito fofa para se pedalar, sendo necessário empurrar a bike por distância consideráveis (algo como até 25km).. mas, mesmo com essa faixa de conchas, em alguns relatos, é possível ler que é fácil cruza-la sem grandes problemas, quando a maré está baixa e a faixa de areia firme é maior.

Concheiros

Além dos Concheiros, a vastidão da praia pode ser monótona, pois é uma planície sem pontos de referência e em alguns momentos, apenas areia e dunas estarão no campo de visão, sem nenhuma pessoa ou veículo (entre o Navio Altair e a Praia do Hermenegildo).
A falta de água, claro, é sensível pois não existem pontos de abastecimento e, para isso, a solução é levar o necessário e, se preciso, se abastecer no Farol do Albardão, levando consigo umas pastilhas de cloro para, digamos, ter segurança com a água ingerida. Fora o farol, diversos arroios estarão pelo caminho. Estes arroios são oriundos das plantações de arroz ou dos charcos da região, por isso, recomenda-se filtra-la, ferve-la (se possível) e ainda assim, usar uma pastilha de cloro. Leve um coletor de água de chuva, se puder (até balde ou panela pode servir para isso).

Mar à esquerda e dunas à direta

Sobre resgates.. não há nenhum relato, graças a deus (na verdade à nós, que tomamos o cuidado de não precisar sermos resgatados). Mas, acredito, ser algo delicado..
Celular não pega durante a viagem. Claro que o Balneário Cassino, o Chui e, de repente, o Hermenegildo sejam providos de algum sinal, mas de resto, nenhuma barrinha vai subir no seu OS/Android 8.0.. E é dito que, no Hotel abandonado, existe um grande "poste" que pode ser escalado para ter maior alcance de antena.. não sei se é verdade e não quero testa-lo.
O Farol do Albardão é base da Marinha e alí você pode conseguir algum resgate.. mas se o tempo estiver ruim (vento sul forte e chuvoso), jipes não irão fazer o serviço e, dificilmente um helicóptero irá busca-lo se não for questão de vida ou morte (vale dizer que a Marinha cobra pelos honorários de um resgate - mas a vida não tem preço).
Se for uma época turística, como o Carnaval ou durante o próprio verão, existem chances de se avistarem frotilhas de jipes passeando pelo roteiro ou até de caminhões dos pescadores.. mas são poucos.. uma média menor que um, destes "eventos", por dia.

Iemanjá do Balneário Cassino

Enfim, acho que por hora, sobre este roteiro, é isso;
Os 220km de praia são ideais para servir como roteiro turístico tipo aventura.. muitas pessoas já o fizeram, diversas vezes e em diversas ocasiões.. A variação de maré é baixa, ao redor de 50cm. O vento NE, que ocorre com predominância no verão, "empurra" a água do mar para fora, deixando uma faixa maior de areia firme para pedalar. O vento Sul é frio e contra, "levantando" a água do mar, restando pouca ou nenhuma pista para bike. Água pode ser conseguida no Albardão e nos arroios, mas deve ser filtrada/fevida/clorificada... e cuidado com o excesso de Sol..

Então, se a meteorologia e o seu bom planejamento permitirem, tudo será tranqüilo...

Astá!





sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Turismo e vinho em Mendoza e Maipu (Arg.)

Olá visitante,

Hoje vou falar um pouco (muito) de dois ótimos lugares que conheci este ano (2012); São as cidades de Mendoza e sua vizinha Maipu, ambas na Argentina, aos pés dos Andes e do Aconcágua.
Na verdade não vou ser um estraga prazeres.. quero apenas passar informações úteis sobre algumas das vinícolas locais e sobre o turismo disponível, a fim de que estas "infos" lhe ajudem (e incentivem) a visita-las também.

As imagens e mapas contidos aqui, em tamanho maior e para download, podem ser obtido clicando AQUI.

Bem, para começar devemos primeiro chegar a uma destas duas cidades. Mendoza pode ser facilmente acessada por avião ou carro. No meu caso eu fui de carro (!). Sim, fui até lá de carro e esta viagem foi feita toda a bordo de um carro Made (e licenciado) in Brasil.
O relato do feito de chegar de carro, e que também vale a pena de ser feito, não vai estar aqui (por enquanto) mas digo que usamos um sedã pequeno, feito em um fábrica do estado do Rio de Janeiro, com motor 1.4, tração dianteira, com Ar e DH... ok, ele é(era) zero km e era verão.. mas o carrinho fez bem e foi carregado de malas!! E afirmo que todas as estradas que usamos foi nível fácil, com 100% asfalto desde a saída de casa, em Rio Grande - RS. Atoleiros, desfiladeiros e desertos são apenas para as fotos das revistas de viagem, pois são facilmente desviáveis.

..Voltando;

Mendoza é uma cidade planejada e arborizada, com grande parte dos quarteirões quadrados e de pouco comprimento. Dizem que a cidade pôde crescer assim, ordenadamente, porque ela já foi destruída algumas vezes por terremoto (o último foi em 1985).. Eu discordo; Acho que Mendoza é organizada (e turística) pois as pessoas dali gostam da cidade e a tratam bem. Não encontrei lixos, pixações ou coisas degradantes na cidade.. As praças são cuidadas e iluminadas, as ruas são limpas e possuem lixeira e os hermanos nos tratam bem!
Pelo mapa do centro, escaneado e colocado abaixo, você verá que a cidade é arrumada e fácil de se orientar;

Mapinha da Ciudad

Ruas de Mendoza

Como cidade turística, Mendoza possui diversos hotéis, para diversos bolsos e gostos. O interessante é que existem diversos hotéis pequenos, simples e de preços excelentes pois a ligação com o Chile, pelos Andes, é muito utilizada por chilenos que querem fazer compras. 
Bem, neste contexto turístico e considerando que minha viagem era longa, economizar era fundamental. Então achei pela busca na internet, diretamente usando as indicações do Google Maps (tks), o melhor lugar custo-benefício da história; Hotel Necochea; com quarto para até quatro pessoas (nosso caso), com banheiro privativo, internet e com "café da manhã". Outro fator favorável, além da localização central (Rua Necochea x Rua Chile), é que anexo ao hotel existe uma agência de turísmo para passeios, cotações e afins! E ainda mais favorável, para o nosso caso, era que o hotel dispunha de uma cozinha completa para seus hóspedes, e, a 300m de sua fachada estava um bom e multinacional Carrefour a nos esperar. Nossa, era muita coisa à favor!! Já comentei que pude fazer a reserva antecipada sem ter que pagar adiantado, oba!! A diária!? Acesse o site deles e saiba que pagamos R$96/dia, os 4. Pra ter uma idéia, o hotel encontrado foi tão bom que ao invés de ficarmos duas noites, resolvemos ficar 6 e aproveitar tudo o que a região pudesse oferecer!

Hotel Necochea e agência de turismo

Vou colocar abaixo imagens com mais opções de hotéis, caso você não tenha gostado deste e queira sondar outras opções; clique nas imagens para ampliar (e conseguir ler).

 
 
Hotéis simples em Mendoza (mas não por isso baratos ou ruins)

Depois de hospedados, então, partimos para conhecer a "Ciudad".
Por todo o centro compensa ir a pé. O trânsito é até rápido mas existe um "zona azul" meio confuso para estrangeiros, do tipo "deixa cincão que eu cuido". Tudo, claro, uniformizado e cívico. 
A avenida mais badalada para se visitar é a Avenida San Martin e a Avenida Las Heras. Estes dois locais possuem muitas lojas, restaurantes, casas de câmbio e bancos. Na Av. San Marin existe ainda uma ótima e grande central  de informações, muito prestativa e cheia de mapas e folhetos. Alí é também parada de "check-in" para os escaladores do parque Aconcágua. 

Av. San Martin

De volta às avenidas, o comércio é forte; horas passam desapercebidas, olhando as vitrines e tomando sorvete. Que bela imagem de cidade turística e, frisando, arborizada.
Visitamos também as praças do centro. Na verdade a gente está passeando e derrepente: " ah! uma praça!". A principal delas é a "Plaza Independencia". Após descansar em um dos bancos, apreciando o cotidiano dos moradores, continuamos a bater perna! É muita coisa para ver! Voltamos ao hotel e pegamos o folheto a seguir, planejando visitas às vinículas.

Panfleto com opções de turismo em Mendoza

Ao ler o panfleto, por hora, o custo benefício do hotel havia sumido:
"LA TRADICION DEL VINO" completo, 295 pesos.. quase R$130 por pessoa! Uff.. é muito salgado pois a gente sabe que vinho é caro apenas no Brasil e não alí, quase dentro da fábrica!!
Assim não ia dar.. nós 4 seriam mais que 500 reais! Onde estavam os locais onde a gente beberica e degusta vinho de grátis?? Informações "a cerca desto" eram dispersas e vagas.. eles queriam garantir a compra do pacote deles, claro!
A solução (salvação) veio de uma família chilena que nos forneceu o mapa da mina! E  melhor, mapa da mina já marcado de onde e o que deve-se visitar!
A primeira surpresa é que as vinícolas não são na cidade de Mendoza e sim na sua vizinha campestre Maipu. Ainda bem que temos carro! Pegamos a Av. Costanera (paralela a Av. San Martin) e chegamos facilmente a uma região rural, farta de vinhos e azeites.
O mapa doado esta abaixo e é grande, escaniei ele em vários pedaços.. tenha paciência em baixa-lo, rs.

Mapa de vinícolas e oliveiras de Maipu (tamanho real aqui)

Sobre o bebericar e degustar; Nos lugares que visitamos houveram cobrança de tour com degustação.. cerca de 15 pesos por pessoa; 7 reais.. em alguns destes lugares esse valor era abatido das compras efetuadas mas, no local em que foi-nos cobrado o tour com degustação e o valor não foi abatido das compras, experimentamos o melhor vinho e ficamos deveras satisfeitos; Visitem a vinícula "Bodega Familia Cecchin".

Azeites especiais encontramos na "Maguay Aceites de Oliva".. que também cobra tour, feito pelos donos da  propriedade, mas abate o valor das compras. Neste local experimente as variedades de azeites e não deixe de comprar o maior pote das "azeitonas à grega".

Houve um local em que não nos cobraram tour e ofereceram degustação; foi na "Pasrai Olivicola Boutique". Mas estes na verdade são beneficiadores do produto. Compram uvas e olivas de produtores para produzir seus produtos. Destaque para a degustação e para o creme para a pele, feito de olivas.

Bem, como em nossa viagem ainda iríamos ao Chile (país de vinho e cobre), atravessando os Andes de carro (o mesmo lá em cima citado), o roteiro de vinhos já estava de bom tamanho. Fomos experimentar outros roteiros;

Mendoza é no pé dos Andes.. a montanha está lá do lado, sendo vista com facilidade. Mas e se você leitor não tiver tempo para subir visita-lo? Nós queríamos experimentar a paisagem de montanha, sem ter que pegar a estrada principal de travessia... conhecer outros acessos; Mas onde?
Novamente, outros amigos chilenos nos trouxeram uma solução próxima. Duas na verdade; um hotel fechado dentro de uma reserva ao Norte, já dentro da montanha.. ou um parque aquático, de termas, igualmente dentro da montanha ao Sul. Fomos primeiro ao hotel desativado; Villavicencio (não existe site, mas imagens ajudam, clique aqui). Existe um restaurante no local.

Hotel (fechado) Villavicencio

Mais impressionante que o hotel e sua localização, é a estrada de acesso (Ruta 52), asfaltada desde Mendoza até a entrada do antigo hotel mas que, deste ponto, segue como cascalho subindo a montanha até a cidade de Uspallata no meio dos Andes. Se você quiser ir, vá cedo! Nós subimos cerca de uma hora, paramos para tirar fotos, apreciar o silêncio e o ar puro e descemos.. Ir até Uspallata leva mais duas horas de subida, fora outras duas para voltar para Mendoza pela estrada principal dos Andes.

Estrada de Villavicencio à Uspallata; cascalho e curvas!

Ok, ar puro, belas imagens e uma porção de fotos!

Vamos agora ao outro roteiro dos chilenos (feito em um outro dia); as termas de Cacheuta.
No primeiro momento, antes de ir, ficamos desconfiados.. piscinas; termas; no meio dos Andes.. será um bom programa? Uma das recomendações era de se evitar os fins de semana, para pagar menos e ter menos gente.. era Quinta-feira, dia certo para ir!
O Sol definitivamente aceitava uma piscina; então fomos. Para ir basta pegar a Av. San Martin, direto rumo Sul.. a avenida vira estrada e segue pela Ruta 82.. Cruzam-se vínicolas e vilas em uma estrada asfaltada e vazia.. a estrada entra pelas montanhas. Alguns quilometros à frente ela acaba em uma cancela com guarita, bem na entrada das Termas de Cacheuta
Deve-se prestar atenção pois esta lugar possui duas entradas.. a primeira é destinada a um Spa muito chique e apenas a segunda é destinada ao parque. Era tanta gente na entrada (da segunda) que por um momento pensamos ter feito besteira em ir... mas, já estando lá.. paramos o carro com o "olhador" e descemos.

O lugar é muito bonito! Há piscinas aquecidas e frias.. mas é tudo tão belo, no meio do árido das montanhas  que qualquer piscina é um encanto. Neste local não lembro de ter visto restaurante.. mas os chilenos já haviam nos avisado de levar lanches, e foi o que fizemos; passamos antes no Carrefour e montamos lanches no hotel, pois no parque existem locais específicos para se comer, com mesas.. e todo mundo coloca seus quitutes na mesa e pinica para a água.. interessante já que ninguém mexe nas coisas.. mentalidade brasileira, acho eu... mas não arriscaria deixar eletrônicos a mostra.. Ah, aqui é pra passar o dia! Como fomos de manhã, pegamos piscinas vazias e que com o dia foram enchendo de gente.. normal, faz parte.

Panfleto Termas Cacheuta

Um ponto importante que esquecí de avisar! Existem barreiras sanitárias em alguns pontos da Ruta 40 e de outras rodovias principais.. Estas barreiras confiscam frutas e queijos artesanais.. Cuidado!! Informe-se antes de ir e/ou comprar. Abaixo eu coloquei o mapa da região que citei em toda essa história acima, contendo Maipu, Villavicencio, Termas e Uspallata, além de mais regiões que devem ser visitadas..

Mapa do Valle do Uco - Mendoza

De volta ao hotel, passávamos novamente no Carrefa, para experimentar o que os moradores da região comem.. É legal ver os produtos que eles consomem no dia a dia.. várias cervejas boas, queijos divínos, salames, doces.. tudo muito bom! E melhor pois podíamos levar "pra casa" e preparar o que desejássemos na cozinha do hotel.

A estadia programada já estava perto do fim.. era fim de semana e resolvemos ir ao "parque ibirapuera" de Mendoza; chama-se Parque Gral. San Martin.. possui, lá dentro, um estádio de futebol reformado e muito belo, que merece ser visitado (tem tour de grátis, com direito a descer no gramado), possui também um Golfe Clube, um clube Hípico, um clube de regata e diversos outros locais.. é gostoso e tranquilo, cheio de moradores curtindo o local. Uma imagem de Mendoza, muito conhecida, são os portões deste parque.. que serviam para outro fim, claro, antigamente.

Portão do parque.. o Ibirapuera é quase igual.

E por aqui termino o post.. falei de acesso, hotéis, vinícolas e turismo.
Caso o leitor tenha chegado até aqui, parabéns e obrigado! Deixe um recado se quiser ou se tiver dúvidas.
A partir de Mendoza seguimos de carro para o Chile, subindo a Ruta 7.. tudo tranquilo mas para um próximo post!

Astá!