quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Concluído!! 24km da VII Volta Ilha dos Marinheiros

Olá Amigos,

Faz mais de uma semana, eu sei, que deveria ter colocado o resultado do empenho que escrevi nos posts anteriores, mas tenho 2 desculpas razoáveis.
A primeira é que estou sem internet. Sim, uso uma lesma [leia-se modem] 3G na minha casa e a conta venceu, sem eu receber a cobrança nem nada.. pensei que fosse o mal tempo, que costuma derrubar o sinal.. daí passaram 2 dias e continuava sem conexão.. desconfiei que era a falta da cobrança, que acarretou na falta de pagamento e assim fiquei mais 2 dias sem internet até que o pagamento fosse identificado.

O segundo motivo é a reação, rs. Como vou escrever daqui a pouco, concluí a prova (êee), e isso me levou a uma quebradera que não me incentivavam a escrever, daí achei melhor descansar e analisar melhor o resultado do esforço de uma prova de corrida deste porte.

Então vamos lá:

Medalha dos concluíntes da prova! :D

A noite antes da prova foi tranquila, a previsão do dia seguinte era de Sol e pouco vento.
Acordei, comi 2 bananas, pão de forma branco com geleia e um suco de laranja coado.. coloquei os tênis e as outras peças e fui para a prova que eu pensei começar as 8 da manhã. A prova começava as 9... Acho que seria mais sensato começar as 8 pois o calor é forte neste período do ano. Mas, se tava no regulamento, eu que deveria ter lido melhor. Usei essa uma hora para relaxar a mente em uma espécie de meditação com alongamento leve.

Já alinhados e após o hino nacional (para minha surpresa e não o hino gaúcho), é dada a largada. A grande maioria logo toma a frente, num ritmo forte e antes do 1km sou o último colocado. Nossa, ou a galera é preparada mesmo ou em uma hora terei passado muita gente pois eu já estava dentro do meu ritmo previsto de 6 minutos por quilômetro. Não foi bem o que aconteceu..

Estar bem a frente do carro ambulância, que fica no fim da fila, não é agradável, mesmo na quietude do ambiente desta prova. Ouvia o rodar dos pneus e o ligar e desligar da ventoinha do motor, quase que me forçando a acelerar.. tinha que ficar olhando constantemente para o relógio pois esse ritmo 6 é fácil de se afastar, bastando uma passada um pouco maior ou uma largada para o ritmo subir a 5:30km/min ou cair para 6:30km/min.. E o carro anti-madrinha, nas minhas costas, dificultava a minha constância e concentração.. era preciso colocar alguém entre o carro e eu.. mas quem? Eu conseguia ver 10 atletas à minha frente, relativamente próximos, mas para passa-los iria ter que aumentar em muito o meu ritmo.. tirei a distração concluindo que e a prova é longa, e que teria que passa-los mais para à frente, quando o cansaço assolasse alguém. Minha namorada ia ao meu lado, de bici, me protegendo e passeando.

(Aproximadamente) Meia hora depois de nossa largada, a prova dos 5km havia começado. Seu líder, Marcelo Costa, passou por mim antes que eu cruzasse a marca dos 2,5km. Que velocidade!! Eu continuava em último, com o carro anti-madrinha, mas tinha percebido uma aproximação de dois atletas que estavam a minha frente.

Apenas no quilômetro 5 eu consegui passar atletas para que estes ficassem entre mim e o radiador da ambulância. Que alívio! Com isso a prova ficou muito melhor para mim.. pude começar a controlar a respiração e apreciar mais o "passeio". Quando cruzei o quilômetro 8, tomei o carbo-melado e ganhei, junto com água, morangos dos cultivadores da ilha. Que delícia!

Continuei eu e a Keith por mais 6 quilômetros, sem outros atletas ao meu lado.. quando então um dos atletas que eu havia passado conseguiu me alcançar tomou a dianteira. Graças a deus o outro amigo corredor estava lá trás com o pessoal médico. Fiquei na cola deste amigo por um bom tempo. Cruzei o meio da prova, 12km, com ótima tranquilidade cardíaca  O calor estava intenso pois já eram 11 horas (com céu azulão) e os joelhos começavam a querer leve atenção, mostrando algum indício de cansaço. Meu amigo começou a acelerar seu ritmo e eu fui ficando para trás, ainda mantendo o 6km/min.

Mais uns 4 quilômetros à frete e eu havia conseguido passar mais dois atletas, estes sim vencidos pelo cansaço.. Continuei constante mas o calor havia intensificado, pois agora a ilha nos "protegia" da leve briza que soprava do outro lado.. Logo passei mais um atleta e notei que a parte da frente da planta do pé, mesmo bem protegida num tênis semi-novo, começava a doer levemente.

Na marca do km 18 comecei a notar mais uma dificuldade. Meu sensor já marcava 19,8km percorridos.. poderia ser erro da placa.. ou poderia ser o relógio.. quem saberia.. alguém andou comendo mosca, como se diz por aqui. Minha namorada fez um ótimo comentário neste ponto, pois agora eu enfrentaria a dificuldade de correr os 5km finais com um cansaço similar ao que ela sentiu quando concluiu os primeiros 5km da prova de São José do Norte. E sei que ela estava correta no comentário.

Na placa do km 20 notei que os joelhos estavam mais "colados" e não deixavam minha perna flexionar por inteiro, em um movimento mais natural. Aqui passei mais um atleta que também estava exausto e, como eu, tinha uma pessoa de bici para acompanhar..

Segui no meu ritmo mas a dificuldade estava intensa. O calor do meio dia fritava-me. Onde está o fim?? No meu relógio eu cruzei os 24km antes da placa dos 23.. Nossa, que eternidade. Já não conseguia mais saber o que doía mais, os pés, os músculos da perna ou o joelho. CADÊ O FIM, pensava.

Cruzei a chegada! Na verdade seria cruzamos pois eu tive muita ajuda da Keith, que ficou ao meu lado, vagarosamente, por toda a prova. Nossa, que gratificante! De acordo com o reloginho, fiz 2 horas e meia de exercícios a um ritmo de 5 minutos e 55 segundo por quilômetro, totalizando 25,5km. Não sei quem errou.. não importava na verdade pois havia concluído a meta que queria!

Meu sogro estava na chegada e analisou que a minha posição era 60, de 65. Ótimo pois não sentia nenhuma dor assim, que me derrubasse! Mas espantoso para o grande número de atletas fundistas! 
E, terminada a prova, me sentia ótimo, indo pegar bananas e água a disposição, na linha de chegada.

resumo da VII volta Ilha dos Marinheiros

O que pude notar durante a prova foi que, de alguma forma, a dieta e a preparação podem ter ajudado a concluir a prova. Notei que até o km 18, aproximadamente, meu corpo estava em ótimo condição muscular e que, até o final da prova, não pensei em parar. A água fornecida a cada 3 quilômetros, mais 2 gels de carboidrato, mais um isotonico e o suporte de minha namorada ajudaram em muito, claro.. mas a situação com que cruzei a prova foi muito boa. Fiz 25,5km em um ritmo (pouco) menor que o previsto e que minha frequência cardíaca esteve dentro dos limites aeróbicos desde o km 2 até o fim da prova.

Não pretendo me esforçar em outra prova longa nos próximos 6 meses. Pretendo voltar a natação e tentar incluir um pouco de bicicleta.. triatlon? Não! quero apenas fazer os 3 esportes juntos, como esporte apenas e não competição.

Obrigado por acompanhar-me,
Obrigado pessoal da ACORRG
Até a próxima!

sábado, 24 de novembro de 2012

Rumo aos 24km de uma corrida

Olá visitante!

Essa semana, então, começo a me preparar para completar os 24km da volta na Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande - RS. E, para não ter que colocar um mega post no dia antes da prova, vou escrever como serão meus dias até a largada.
Como expliquei no post anterior, venho fazendo corridas regularmente, desde o começo do ano. E, agora, me deparei com esta prova, que é um percurso que gosto muito (a volta na ilha), mas com uma distância que mesmo de bike, é cansativa.. 24km. Me inscrevi no último dia!

  • 20 de Novembro de 2012;

Bem, a primeira coisa que pensei, quando tinha decidido em realizar a prova, seria que o tempo de conclusão (o tempo de prova em sí) não será minha meta.. a meta será a conclusão em sí! Mas para qualquer prova, a preparação é tudo para um resultado positivo. Daí, ontem, achei algumas dicas legais de alimentação pré-prova.. uma dieta que vou seguir para favorecer o corpo para a atividade que ele será submetido.

Achei dicas legais, que ainda vou experimentar e colocar aqui se ajudou ou não.
Uma das dicas é sobre o que consumir durante uma prova longa; 
nutricionista Danilo Balu recomenda somente o consumo de repositores em gel (carboidratos) simples, ingeridos junco com a água oferecida nos trajetos, em um intervalo de 45 a 60 minutos e aconselha experimentar alguns dias antes de prova para se habituar ao gosto e ver como ocorre sua digestão pois existem diversas marcas deste produto no mercado. Ele também recomenda o consumo moderado de isotônicos para tempos de prova maiores que quatro horas.
Outra dica é sobre antes da prova, e em que devo focar minha alimentação? A site Runner's world Brasil recomenda o foco em alimentos ricos em Glicogênio Hepático e Muscular.. fartamente encontrado em batatas(sem casca), arroz, massas(sem molhos gordurosos), pães de manteiga ou leite(pães normais), ou seja, carboidrato, já que esse é facilmente armazenado e gasto, dentro dos músculos em atividade.
A última dica vem do site Stark; e fala o que seria interessante comer no jantar e café-da-manhã que antecede a largada, além de outras dicas similares às anteriores.


Eu anotei tudo.. e pretendo começar a dieta na quarta, ingerindo líquidos, diminuindo a carne vermelha e legumes com cascas. Quinta-feira em diante pretendo consumir pão, massa, arroz, batata e frutas sem casca, até o dia da prova! Vamos lá!!


  • 21 de Novembro de 2012

Hoje fiz algo fora do manual.. na verdade, a única coisa que lí é para pegar leve e não forçar lesões. Concordo plenamente.

Mas, como eu vou saber em que ritmo devo correr para que o esforço esteja dentro de meus limites? Como disse, tempo não é meta, mas quero terminar a prova normalmente, nem no céu e nem no inferno..
Bem, a alguns dias atrás participei com minha namorada da primeira prova de 5km dela. Como cavalheiro, acompanhei todo seu percurso, sem dar muito palpite pois isso, claro, incomoda a concentração. Desta prova pude observar que, seguindo um ritmo de 6 minutos por quilômetro, aproximadamente, meu corpo praticamente não teve fadiga e o coração não ultrapassou os 145bpm.. ou seja, para meu corpo, aquele ritmo era fichinha. Guardei isso na cartola.

Daí, ao fim de escrever sobre o dia de ontem, me passou pela cabeça como seria meu desgaste em meia prova da Ilha, seguindo o ritmo (chamado Pace) de 6km/m.. Não fazia ideia.. e precisava saber.
Então, na manha deste dia 21, peguei meus tênis e fui correr na praia a distância de 12km com o ritmo de 6'.
Esse ritmo não é fácil de ser mantido.. qualquer passada maior e ele caí para 5'40'' e qualquer descuido ele vai a 6'20.. mas, sendo na maior parte constante, o que observei foi algo bom; até os 1,5km meu corpo ainda estava aquecendo e os batimentos recém entravam nos 135bpm.. aos 5km já sentia os tendões dos joelhos tensionados e o corpo aquecido, mas a bombinha ainda permanecia em 142bmp.. e se manteve assim, subindo vagarosamente.. aos 10km eu já transpirava bem, mas conseguia mantes uma respiração calma e o coração beirando os 150bpm.. daí foi concluir os 12km e observar a atividade muscular que, ao fim, já andando, estavam tencionados e exigiram um alongamento.

Bem, embora a receita fosse me poupar, eu poupei, fui bem devagarzinho.. mas, se a receita era poupar e ficar de frente do vídeo-game, fazendo absolutamente nenhum exercício, daí fiz errado.. 
Estou sentindo o cansaço em minhas pernas.. meu cérebro está tendo prazer quando me sento, rs.. então, até o dia da corrida, recesso de treinos para mim.. :)


  • 22 de Novembro de 2012
Hoje eu quis apenas descansar.. Ainda estou sentindo minhas pernas tensas com o exercício de ontem. Mas, estou me sentindo ótimo.

Aproveitei o dia para comprar o gel de carboidrato. Comprei eles com sabor pois já tinha sido avisado que o sabor não é assim, uma maravilha. Comprei 5, da marca V0² e provei um deles, o de açai. O sabor artificial ajuda a ingestão, fato. Não houve nenhum problema de digestão nem nada. Beleza!
Então, minha previsão é consumir eles da seguinte forma: 45 minutos antes da largada; 45 minutos depois da largada e o terceiro depois de outros 45 minutos. O quarto que sobrou pode ficar a posteriore do exercício.

Comprei também 2 isotônicos, marca Power Ade, que vou tomar após os 12km.. e ao fim da corrida.

Amanhã começo minha dieta de carboidratos brancos. :)

Astá!

  • 23 de Novembro de 2012
Já não sinto cansaço nas pernas.. inclusive. como o tempo está ótimo, queria é estar correndo na praia. Mas vou resistir para o benefício de amanhã.
Hoje comecei minha dieta pré prova. De café da manhã: Retirei o café e não tomei leite.. Suco de laranja, banana com mel e pão de forma com manteiga. De almoço: Macarrão, arroz, caldo de feijão e um filé de frango sem molho. Jantar: Macarrão com pouco sal e uma fatia de queijo branco.
Além disso tomei 4 garrafinhas de água ao longo.. coisa que não faço!

Amanhã pego a camiseta e o número da prova! :D

Astá!

  • 24 de Novembro de 2012
Então, já estamos na véspera da prova! Chegou rápido, hein?
Pela previsão o vento deve ser de Sul (frio) a uns 10 nós de velocidade.. não é uma maravilha de velocidade ou de direção, mas como ele vai estar transversal a maior parte do percurso, isso pode amenizar o calor. A temperatura prevista para a largada, via WindGuru, é de 18º na largada e 20º na minha previsão de chegada. Temperatura ótima!!

Já estou sedento com vontade de correr! A ansiedade já me fez arrumar minha roupa e acessórios para amanhã, rs.
Sobre a alimentação, igual a de ontem, mas devo consumir uma garrafinha de água a mais.

Retirei minha camiseta da prova! Ótimo material! Sou o número 88! Preste atenção em mim hein?

Abraços a todos e até amanhã!

domingo, 18 de novembro de 2012

Meta: 24km de corrida - Preparação da preparação.

Olá visitante!
De certa forma, o blog está feliz em revê-lo.

As -pelo menos- três próximas postagens, que vão ser editadas conforme tenho novas informações, vão ser exclusivas sobre corrida "a pé". Sim, me afastei um pouco da náutica pois estou sem barco mas, com isso, conheci melhor esse esporte e ele tem me dado um retorno positivo igualmente interessante.

Mais ou menos em Abril deste ano (2012), eu estava praticando nenhuma atividade física e com a rotina de casa à universidade à casa, apenas. A balança me respondia o resultado diste marasmo, e seguia aumentando o meu peso, toda vez que pisava em uma.

Meu irmão, lá em São Paulo, tem uma vida bem agitada. Ele não para, sério. E mesmo assim, em alguma brecha, ele corria algumas vezes na USP ou na praia. Foi ele que me indicou a correr; "É fácil Thi, é colocar um tênis e ir.. logo logo você faz alguns quilômetros sem parar. Toma aqui um tênis e vai testar".

Aqui em Rio Grande não tem onde correr.. ok, tem academias e tem os 250km de praia contínua, fato. Mas o primeiro custa e o segundo tem um cenário que é mais desesperador que animador pois não se vê o fim da pista.. além da praia ser vazia depois de alguns metros. Após procurar, uma solução; A FURG tem uma pequena raia ao ar livre, de 400 metros, com piso de asfalto solto tipo cascalho e, pertinho dela, tem um centro esportivo com instalações para banho e descanço. GRÁTIS à todos e livre para quem quiser frequentar. Foi aí que comecei.



O começo, para quem quer correr, é muito difícil.. em poucos metros a respiração já passa a ser ofegante e o alto ritmo do coração já faz com que nosso cérebro nos bombardeie com comandos do tipo; "PARE!!" ou "PARE NO PRÓXIMO PASSO!!" ou ainda "CHEGA POR HOJE". É um horror.. A saída é ter paciência.. passei algumas semanas com treinos (3x por semana) do tipo; 3 voltas correndo (em um ritmo sem bombardeios cerebrais) e 1 volta andando.. daí mudei para 2 correndo, uma andando, 2 correndo.. daí lembro-me de chegar ao ponto de 2,5 correndo, meia andando, repetindo a série mais uma vez. Deste ponto, entre os 2 ao 3 meses de treinos, passei a não precisar mais andar. E isso foi um grande salto! Acho que, quando seu corpo acelera e desacelera (correr, passando a andar, passando a correr novamente) o gasto de energia é grande.. Quando passei a não andar, mas apenas diminuir o ritmo, pude fazer de cara 8 voltas na raia.
Foi uma vitória para mim pois além da distância, meu corpo já apresentava sinais de mudança "estrutural" e a balança passava a ser amiga, diminuindo meu peso. Junto com esses treinos eu buscava informações aqui na internet, para não forçar nem me machucar.. não me lembro onde as encontrei mas fique tranquilo pois tem bastante informação disponível e de profissionais registrados altamente qualificados (formados em grandes universidades).

Lá em Sumpa a família também estava feliz com o meu resultado. Em Agosto ganhei antecipadamente um presente de aniversário de meu irmão; um relógio que com um chip no tênis mostra o ritmo da corrida, chamado de PACE e medido em minutos por quilômetro.. ou seja, quanto menor o número mostrado, maior a sua velocidade e vice-versa.
Coloquei o tênis e fui para o parque (eu estava em São Paulo) correr. Com a possibilidade de manter o ritmo constante fiz 6,85 quilômetros! Nossa, esse aparelinho poderia me ajudar e muito a melhorar a minha capacidade, ajudando-me a ser constante durante todo meu treino.
Digo que isso é bom, ser constate, pois quando a gente começar a correr, mesmo sem querer, nosso corpo está sem a fadiga e, por mais que não percebemos, partimos à correr em um ritmo mais forte que o ideal e isso faz com que a sensação de cansaço ocorra antes que a serotonina entre em ação. Experimente; se segure no primeiro quilômetro.. e vá aos poucos se soltando. Quando as substâncias esportivas entrarem em ação no corpo, o nível de cansaço será menor e você vai ir mais longe (e melhor).


Os gráficos do relógio; http://t.co/VZgH7sTS

Enfim, isso que te digo foi o que já colhi por aí.. to te vendendo o peixe que me venderam. Mas a verdade é que com o ritmo constante as distâncias aumentaram e atualmente já realizei diversas provas de 5 e 10 km, tranquilamente.
E agora, depois dessa história de introdução, tenho um novo desafio (um pouco maior que o passo que consigo dar mas..), e vou tentar detalhar como vai ser o antes, durante e depois desta prova;

Os 24km da Volta Ecológica Ilha dos Marinheiros.



Nos próximos posts os meus preparativos!

Astá!


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Turismo e vinho em Mendoza e Maipu (Arg.)

Olá visitante,

Hoje vou falar um pouco (muito) de dois ótimos lugares que conheci este ano (2012); São as cidades de Mendoza e sua vizinha Maipu, ambas na Argentina, aos pés dos Andes e do Aconcágua.
Na verdade não vou ser um estraga prazeres.. quero apenas passar informações úteis sobre algumas das vinícolas locais e sobre o turismo disponível, a fim de que estas "infos" lhe ajudem (e incentivem) a visita-las também.

As imagens e mapas contidos aqui, em tamanho maior e para download, podem ser obtido clicando AQUI.

Bem, para começar devemos primeiro chegar a uma destas duas cidades. Mendoza pode ser facilmente acessada por avião ou carro. No meu caso eu fui de carro (!). Sim, fui até lá de carro e esta viagem foi feita toda a bordo de um carro Made (e licenciado) in Brasil.
O relato do feito de chegar de carro, e que também vale a pena de ser feito, não vai estar aqui (por enquanto) mas digo que usamos um sedã pequeno, feito em um fábrica do estado do Rio de Janeiro, com motor 1.4, tração dianteira, com Ar e DH... ok, ele é(era) zero km e era verão.. mas o carrinho fez bem e foi carregado de malas!! E afirmo que todas as estradas que usamos foi nível fácil, com 100% asfalto desde a saída de casa, em Rio Grande - RS. Atoleiros, desfiladeiros e desertos são apenas para as fotos das revistas de viagem, pois são facilmente desviáveis.

..Voltando;

Mendoza é uma cidade planejada e arborizada, com grande parte dos quarteirões quadrados e de pouco comprimento. Dizem que a cidade pôde crescer assim, ordenadamente, porque ela já foi destruída algumas vezes por terremoto (o último foi em 1985).. Eu discordo; Acho que Mendoza é organizada (e turística) pois as pessoas dali gostam da cidade e a tratam bem. Não encontrei lixos, pixações ou coisas degradantes na cidade.. As praças são cuidadas e iluminadas, as ruas são limpas e possuem lixeira e os hermanos nos tratam bem!
Pelo mapa do centro, escaneado e colocado abaixo, você verá que a cidade é arrumada e fácil de se orientar;

Mapinha da Ciudad

Ruas de Mendoza

Como cidade turística, Mendoza possui diversos hotéis, para diversos bolsos e gostos. O interessante é que existem diversos hotéis pequenos, simples e de preços excelentes pois a ligação com o Chile, pelos Andes, é muito utilizada por chilenos que querem fazer compras. 
Bem, neste contexto turístico e considerando que minha viagem era longa, economizar era fundamental. Então achei pela busca na internet, diretamente usando as indicações do Google Maps (tks), o melhor lugar custo-benefício da história; Hotel Necochea; com quarto para até quatro pessoas (nosso caso), com banheiro privativo, internet e com "café da manhã". Outro fator favorável, além da localização central (Rua Necochea x Rua Chile), é que anexo ao hotel existe uma agência de turísmo para passeios, cotações e afins! E ainda mais favorável, para o nosso caso, era que o hotel dispunha de uma cozinha completa para seus hóspedes, e, a 300m de sua fachada estava um bom e multinacional Carrefour a nos esperar. Nossa, era muita coisa à favor!! Já comentei que pude fazer a reserva antecipada sem ter que pagar adiantado, oba!! A diária!? Acesse o site deles e saiba que pagamos R$96/dia, os 4. Pra ter uma idéia, o hotel encontrado foi tão bom que ao invés de ficarmos duas noites, resolvemos ficar 6 e aproveitar tudo o que a região pudesse oferecer!

Hotel Necochea e agência de turismo

Vou colocar abaixo imagens com mais opções de hotéis, caso você não tenha gostado deste e queira sondar outras opções; clique nas imagens para ampliar (e conseguir ler).

 
 
Hotéis simples em Mendoza (mas não por isso baratos ou ruins)

Depois de hospedados, então, partimos para conhecer a "Ciudad".
Por todo o centro compensa ir a pé. O trânsito é até rápido mas existe um "zona azul" meio confuso para estrangeiros, do tipo "deixa cincão que eu cuido". Tudo, claro, uniformizado e cívico. 
A avenida mais badalada para se visitar é a Avenida San Martin e a Avenida Las Heras. Estes dois locais possuem muitas lojas, restaurantes, casas de câmbio e bancos. Na Av. San Marin existe ainda uma ótima e grande central  de informações, muito prestativa e cheia de mapas e folhetos. Alí é também parada de "check-in" para os escaladores do parque Aconcágua. 

Av. San Martin

De volta às avenidas, o comércio é forte; horas passam desapercebidas, olhando as vitrines e tomando sorvete. Que bela imagem de cidade turística e, frisando, arborizada.
Visitamos também as praças do centro. Na verdade a gente está passeando e derrepente: " ah! uma praça!". A principal delas é a "Plaza Independencia". Após descansar em um dos bancos, apreciando o cotidiano dos moradores, continuamos a bater perna! É muita coisa para ver! Voltamos ao hotel e pegamos o folheto a seguir, planejando visitas às vinículas.

Panfleto com opções de turismo em Mendoza

Ao ler o panfleto, por hora, o custo benefício do hotel havia sumido:
"LA TRADICION DEL VINO" completo, 295 pesos.. quase R$130 por pessoa! Uff.. é muito salgado pois a gente sabe que vinho é caro apenas no Brasil e não alí, quase dentro da fábrica!!
Assim não ia dar.. nós 4 seriam mais que 500 reais! Onde estavam os locais onde a gente beberica e degusta vinho de grátis?? Informações "a cerca desto" eram dispersas e vagas.. eles queriam garantir a compra do pacote deles, claro!
A solução (salvação) veio de uma família chilena que nos forneceu o mapa da mina! E  melhor, mapa da mina já marcado de onde e o que deve-se visitar!
A primeira surpresa é que as vinícolas não são na cidade de Mendoza e sim na sua vizinha campestre Maipu. Ainda bem que temos carro! Pegamos a Av. Costanera (paralela a Av. San Martin) e chegamos facilmente a uma região rural, farta de vinhos e azeites.
O mapa doado esta abaixo e é grande, escaniei ele em vários pedaços.. tenha paciência em baixa-lo, rs.

Mapa de vinícolas e oliveiras de Maipu (tamanho real aqui)

Sobre o bebericar e degustar; Nos lugares que visitamos houveram cobrança de tour com degustação.. cerca de 15 pesos por pessoa; 7 reais.. em alguns destes lugares esse valor era abatido das compras efetuadas mas, no local em que foi-nos cobrado o tour com degustação e o valor não foi abatido das compras, experimentamos o melhor vinho e ficamos deveras satisfeitos; Visitem a vinícula "Bodega Familia Cecchin".

Azeites especiais encontramos na "Maguay Aceites de Oliva".. que também cobra tour, feito pelos donos da  propriedade, mas abate o valor das compras. Neste local experimente as variedades de azeites e não deixe de comprar o maior pote das "azeitonas à grega".

Houve um local em que não nos cobraram tour e ofereceram degustação; foi na "Pasrai Olivicola Boutique". Mas estes na verdade são beneficiadores do produto. Compram uvas e olivas de produtores para produzir seus produtos. Destaque para a degustação e para o creme para a pele, feito de olivas.

Bem, como em nossa viagem ainda iríamos ao Chile (país de vinho e cobre), atravessando os Andes de carro (o mesmo lá em cima citado), o roteiro de vinhos já estava de bom tamanho. Fomos experimentar outros roteiros;

Mendoza é no pé dos Andes.. a montanha está lá do lado, sendo vista com facilidade. Mas e se você leitor não tiver tempo para subir visita-lo? Nós queríamos experimentar a paisagem de montanha, sem ter que pegar a estrada principal de travessia... conhecer outros acessos; Mas onde?
Novamente, outros amigos chilenos nos trouxeram uma solução próxima. Duas na verdade; um hotel fechado dentro de uma reserva ao Norte, já dentro da montanha.. ou um parque aquático, de termas, igualmente dentro da montanha ao Sul. Fomos primeiro ao hotel desativado; Villavicencio (não existe site, mas imagens ajudam, clique aqui). Existe um restaurante no local.

Hotel (fechado) Villavicencio

Mais impressionante que o hotel e sua localização, é a estrada de acesso (Ruta 52), asfaltada desde Mendoza até a entrada do antigo hotel mas que, deste ponto, segue como cascalho subindo a montanha até a cidade de Uspallata no meio dos Andes. Se você quiser ir, vá cedo! Nós subimos cerca de uma hora, paramos para tirar fotos, apreciar o silêncio e o ar puro e descemos.. Ir até Uspallata leva mais duas horas de subida, fora outras duas para voltar para Mendoza pela estrada principal dos Andes.

Estrada de Villavicencio à Uspallata; cascalho e curvas!

Ok, ar puro, belas imagens e uma porção de fotos!

Vamos agora ao outro roteiro dos chilenos (feito em um outro dia); as termas de Cacheuta.
No primeiro momento, antes de ir, ficamos desconfiados.. piscinas; termas; no meio dos Andes.. será um bom programa? Uma das recomendações era de se evitar os fins de semana, para pagar menos e ter menos gente.. era Quinta-feira, dia certo para ir!
O Sol definitivamente aceitava uma piscina; então fomos. Para ir basta pegar a Av. San Martin, direto rumo Sul.. a avenida vira estrada e segue pela Ruta 82.. Cruzam-se vínicolas e vilas em uma estrada asfaltada e vazia.. a estrada entra pelas montanhas. Alguns quilometros à frente ela acaba em uma cancela com guarita, bem na entrada das Termas de Cacheuta
Deve-se prestar atenção pois esta lugar possui duas entradas.. a primeira é destinada a um Spa muito chique e apenas a segunda é destinada ao parque. Era tanta gente na entrada (da segunda) que por um momento pensamos ter feito besteira em ir... mas, já estando lá.. paramos o carro com o "olhador" e descemos.

O lugar é muito bonito! Há piscinas aquecidas e frias.. mas é tudo tão belo, no meio do árido das montanhas  que qualquer piscina é um encanto. Neste local não lembro de ter visto restaurante.. mas os chilenos já haviam nos avisado de levar lanches, e foi o que fizemos; passamos antes no Carrefour e montamos lanches no hotel, pois no parque existem locais específicos para se comer, com mesas.. e todo mundo coloca seus quitutes na mesa e pinica para a água.. interessante já que ninguém mexe nas coisas.. mentalidade brasileira, acho eu... mas não arriscaria deixar eletrônicos a mostra.. Ah, aqui é pra passar o dia! Como fomos de manhã, pegamos piscinas vazias e que com o dia foram enchendo de gente.. normal, faz parte.

Panfleto Termas Cacheuta

Um ponto importante que esquecí de avisar! Existem barreiras sanitárias em alguns pontos da Ruta 40 e de outras rodovias principais.. Estas barreiras confiscam frutas e queijos artesanais.. Cuidado!! Informe-se antes de ir e/ou comprar. Abaixo eu coloquei o mapa da região que citei em toda essa história acima, contendo Maipu, Villavicencio, Termas e Uspallata, além de mais regiões que devem ser visitadas..

Mapa do Valle do Uco - Mendoza

De volta ao hotel, passávamos novamente no Carrefa, para experimentar o que os moradores da região comem.. É legal ver os produtos que eles consomem no dia a dia.. várias cervejas boas, queijos divínos, salames, doces.. tudo muito bom! E melhor pois podíamos levar "pra casa" e preparar o que desejássemos na cozinha do hotel.

A estadia programada já estava perto do fim.. era fim de semana e resolvemos ir ao "parque ibirapuera" de Mendoza; chama-se Parque Gral. San Martin.. possui, lá dentro, um estádio de futebol reformado e muito belo, que merece ser visitado (tem tour de grátis, com direito a descer no gramado), possui também um Golfe Clube, um clube Hípico, um clube de regata e diversos outros locais.. é gostoso e tranquilo, cheio de moradores curtindo o local. Uma imagem de Mendoza, muito conhecida, são os portões deste parque.. que serviam para outro fim, claro, antigamente.

Portão do parque.. o Ibirapuera é quase igual.

E por aqui termino o post.. falei de acesso, hotéis, vinícolas e turismo.
Caso o leitor tenha chegado até aqui, parabéns e obrigado! Deixe um recado se quiser ou se tiver dúvidas.
A partir de Mendoza seguimos de carro para o Chile, subindo a Ruta 7.. tudo tranquilo mas para um próximo post!

Astá!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Curitiba - Florianópolis pela BR-376 e BR-101

Olá a todos!


Esta postagem não é em nada náutica... é a continuação do post anterior (São Paulo - Curitiba pela BR-116) e fala sobre algumas estradas que utilizo com frequência. Acho que a informação é interessante pois pode ajudar um eventual viajante que esteja levando um veleirinho na carreta, por exemplo.. ou simplesmente auxiliar alguém que está pegando este trecho da estrada.



Antes de tudo, verifique todo seu carro para não dar "caca" na estrada e veja a previsão de tempo! Evite chuvas e prefira viajar de dia!
Para validar as informações abaixo, vou explicar que desde 2007 me mudei de São Paulo - SP para Rio Grande - RS. A distância entre essas cidades é da ordem de 1500km. A rota -que vou citar- é basicamente a que faço ao menos 4 vezes ao ano, cruzando diversas cidades e capitais (Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre) e utilizando diversas estradas como BR-116, BR-101, BR-376, etc.


Nesta parte vou continuar a narrativa de onde terminei a anterior, ou seja, no km72 da BR-116, bem no trevo de acesso de Curitiba e o Rodoanel Contorno Leste (que é a BR-116).
Acesso Curitiba - BR-116 km72

No trevo acima, como se observa pela placa verde de sinalização, deve-se entrar à esquerda e passar sobre o viaduto. A quilometragem deve continuar subindo pois ainda estamos na ("nova") BR-116, ou seja; 73, 74, 75...
Este trecho está duplicado, bem asfaltado e não possui praças de pedágio. Atenção apenas a alta quantidade de caminhões circulando pela via!

Deste Rodoanel é possível usarmos duas estradas para se chegar a Florianópolis ou para o SUL do Brasil. É possível utilizar a BR-376, que leva a BR-101 de Santa Catarina e à Floripa, ambas duplicadas em toda a extensão OU Continuar pela BR-116, que passa a ser faixa simples, cheia de curvas e caminhões..
Claro que eu vou pelo mais fácil; BR-376 e BR-101.

Então, no km102 deste rodoanel, em um leve aclive, aproxima-se a saída para a BR-376. Está informação não está clara nas placas de sinalização do local, como mostro na imagem abaixo (que é a foto real do local, obtida pelo Google Maps). E a quantidade de caminhões complicará um pouco mais a situação. Tenha calma neste trecho e deixe a pressa de lado.
Onde fica a BR-376?? Alí mesmo a 8 metros, à direita.

Repare que não existe menção à rodovia BR-376.. MAS, o trevo está localizado sobre ela e, dá acesso apenas a ela. A placa da esquerda informa que seguindo reto teremos "Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e P. Alegre(via BR-116)" a placa da direita manda que logo alí, 8 metros adiante, está o acesso para quem vai a "Joinville, Florianópolis e P. Alegre(via BR-101)".. É uma boa curva, com pouca inclinação. Atenção!

Este trecho da BR-376 é igualmente movimentado. Muitos carros apressados e caminhões dividem uma pista dupla, porém estreita. Alguns retornos centrais da rodovia ficam cheios e causam parada da faixa da esquerda, que deveria ser a de maior velocidade. Atenção novamente!
No km635 teremos o primeiro pedágio (dos quatro), no valor de R$1,50 para carros e a metade do preço para motos (clique aqui para acessar a concessionária responsável por este trecho).

Neste trecho também estarão alguns postos de gasolina, tanto a esquerda quanto a direita. Se você estiver cansado, PARE pois não haverá postos na descida da serra desta rodovia (cerca de 40km). Para informar, o último posto é um IPIRANGA, no lado contrário da pista, no alto de uma colina (Posto e Restaurante Monte Carlo I), próximo do km650 desta rodovia. Existe um retorno central adiante, caso precise.

Após este posto acima inicia-se a descida da serra da BR-376, que leva a BR-101 no estado de Santa Catarina. Aqui o sentido das pistas se separam por todo o trecho mais forte de serra até o km667 (curva acentuada a direita). Depois a descida fica mais leve e as pista voltam a ser vizinhas.

O trecho continua assim, em descida até a divisa PR-SC, no km682 da BR-376. 
Aqui inicia-se a BR-101 de Santa Catarina e de cara, no km01, mais um pedágio de R$1,30. 
A rodovia segue; movimentada e duplicada, com novamente a presença de postos de combustíveis. Em alguns pontos já é possível ver o mar!

Vale frisar que o "horário de rush" pode simplesmente parar longos trechos da rodovia.. mesmo sem acidentes. Procure evitar esses horários de pico, para não perder tempo e evitar a fadiga do anda-pára.
No km79 mais outra praça de pedágio, no valor de R$1,30. No km159 o último pedágio (R$1,50) para quem chega até Floripa (quem seguir adiante ainda terá de pagar mais outro, de R$1,50, no km219).
Horário de pico na BR-101 - Santa Catarina

O acesso a ponte que leva a ilha da magia é a direita da rodovia BR-101, neste sentido, próximo ao km 208. Está razoavelmente sinalizada mas com tantos veículos e motos circulando que tornam o acesso um verdadeiro caos.
Acesso à Floripa - Ilha da Magia

Utilizando o acesso, se percorre um pequeno trecho da BR-282 e logo se cruza a enorme ponte "Gov. Pedro Ivo Campos", chegando a ilha de Florianópolis! Bom proveito!


Eu, em minha viagem, costumo procurar hospedagem por essa altura, para pernoitar. Neste lugar eu recomendo o Hotel Pontal, em Palhoça. O hotel possui bom café da manhã e é "próximo" a rodovia. Outros hotéis e a continuação desta viagem vou comentar no próximo post! Asta!!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

São Paulo - Curitiba pela BR-116

Olá a todos!


Esta postagem não é em nada náutica... é sobre algumas estradas que utilizo. Acho que a informação é interessante pois pode ajudar um eventual viajante que esteja levando um veleirinho na carreta, por exemplo.. ou simplesmente auxiliar alguém que está pegando este trecho da estrada.


Para validar as informações abaixo, vou explicar que desde 2007 me mudei de São Paulo - SP para Rio Grande - RS. A distância entre essas cidades é da ordem de 1500km. A rota -que vou citar- é basicamente a que faço 2 vezes ao ano, cruzando diversas cidades e capitais (Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre) e utilizando diversas estradas como BR-116, BR-101, BR-376, etc.


Antes de tudo, verifique todo seu carro para não dar "caca" na estrada e veja a previsão de tempo! Evite chuvas e prefira viajar de dia!
Vamos lá:


Rota São Paulo à Curitiba utilizando a BR-116 e neste sentido.
A estrada é boa,  foi privatizada recentemente (clique aqui para acessar a concessionária responsável) mas possui um trecho ruim, não duplicado e de 30km, no estado de São Paulo mas chegaremos lá daqui a pouco.
Tudo começa no km 270 da BR-116 no estado de São Paulo. Sobre um semáforo que separa o Taboão da Serra (Grande SP) da estrada e sobre uma grande placa verde, que acusa: CURITIBA 399KM
A saída da capital paulistana é tumultuada mas em pista dupla.. por mais de 10km o fluxo intenso de veículos e as construções a beira da estrada fazem a gente questionar se estamos mesmo deixando a cidade ou entrando nela.
Logo passamos sobre o faraônico rodoanel da metrópole e a quantidade de carros começa a diminuir.
O trecho segue assim, duplicado, e no km 299 (já) surge o primeiro (de seis) pedágio, com tarifa de R$1,80. Motos pagam meia em todas as praças.
A pista segue boa, cruzando algumas cidades até aproximadamente o km 335, onde começa a Serra do Cafezal. É o trecho ruim que comentei, com pista simples e sempre com muito trânsito e alguns acidentes.. Não adianta ter pressa, são 30km de tortura. 
Serra e problema velhos

Ao fim da descida existe outro pedágio de R$1,80, no km 370. E, após a cobrança, um bom posto de serviços (O Fazendeiro - km 385) que vale a pena ser visitado, caso você tenha pego trânsito pesado na descida e queira esticar as pernas.
A estrada segue boa, duplicada e no km 427 outro pedágio de R$1,80.
Após este pedágio surgem 3 postos da rede GRAAL que estão quase na metade do caminho entre as capitais.  São postos importantes pois possuem boa qualidade, bons banheiros, bancos e etc. . mas são caros (o kilo do self-service estava cotado a R$42!). O primeiro do trio fica no km 442 e do mesmo lado da estrada. O segundo fica no km 449 e está, também, do mesmo lado da estrada. O último, e maior, esta no km 461 mas, do lado contrário da estrada, precisando de atenção do motorista para utilizar o viaduto de acesso já que este está antes do posto e certamente causa erros. Certifique-se também de possuir combustível no tanque do carro!!
Santo Graal a preço de ouro

O trecho segue em pista dupla e com algumas serras menores.. uma região muito bonita e verde, com predominância de bananais por todos os lados.
No km 485 outro pedágio; R$1,80. No km 542 mais outro de mesmo valor R$ 1,80.
A divisa está logo adiante, no km 570. Não possui placa, neste sentido, que avise o motorista sobre esse feito e, entra-se no Paraná após uma pequena ponte e com uma boa curva à direita seguida de pequena serra, cuidado!
A estrada segue e, no km 57 (da mesma BR-116 mas agora no estado do PR) o único pedágio do trecho. Mesmo valor de R$ 1,80.
Após isso, no km 61, surge a entrada para a belíssima Estrada da Graciosa.. só desça se estiver Sol e com muito tempo para apreciar. 
Serra da Graciosa


Continuando, sem sair no km 61, se aproxima Curitiba. No km 72 surge um trevo feito recentemente. É o início de um rodoanel feito para esta cidade, mas que ganhou o nome da própria estrada (BR-116). E é bem menos faraônico e engenhado. 
Acesso Curitiba - BR-116 km72

Então, se você seguir à direita, não passando sobre o viaduto, você vai entrar na cidade de Curitiba, pela antiga rota da BR-116
Se você passar sobre o viaduto, fazendo uma longa curva à esquerda, você continua na BR-116 e os km seguem aumentando; 73, 74, 75...  com diversas outras entradas para a cidade de Curitiba sempre à direita e outras saídas para o litoral paranaense à esquerda.
Bem, como a ideia era chegar um Curitiba, chegamos!




Eu, na minha peregrinação, passo por baixo do viaduto pois minha viagem é muito maior.. sigo pelo novo rodoanel-br-116 para Florianópolis.. mas essa será uma outra postagem (a seguir)!